75% das empresas experimentaram algum incidente relacionado a fraude no ano passado, diz a Kroll no Global Fraud Report. 81% das empresas afetadas por fraude reportaram que os criminosos eram internos. Os informantes foram responsáveis por expor 41% dos incidentes relacionados a fraude.

Três quartos das empresas (75%) foram vítimas de alguma fraude no ano passado; um crescimento de 14% em apenas três anos, de acordo com a edição de 2015-2016 do Global Fraud Report, da Kroll.

Os resultados mostram que a maior ameaça de fraude às empresas vem de dentro. Dessas empresas, onde a fraude ocorreu e o autor foi identificado, quatro em cada cinco (81%) sofreram nas mãos de pelo menos um funcionário, acima dos 72% registrados no levantamento anterior.

Mais de uma a cada três vítimas (36%) experimentaram algum tipo de fraude pelas mãos de alguém de sua própria gerência de nível sênior ou pleno; 45% pelas mãos de um funcionário de nível junior; e para 23% das empresas, a fraude foi resultante da conduta de algum representante ou intermediário.

Da mesma forma, entre as empresas que tiveram alguma experiência com perda de dados, roubo ou ataque ao longo dos últimos 12 meses, a causa mais comum foram atos ilícitos, praticados por funcionários em 45% dos casos e por fornecedores em 29% dos incidentes. Em comparação, apenas uma pequena minoria esteve envolvida em ataques cometidos por um hacker contra a própria empresa (2%) ou fornecedor (7%).

Um em cada três (33%) executivos que responderam à pesquisa citam a alta rotatividade da equipe como a principal razão para o aumento da exposição à fraude. Isto é mais do que o dobro daqueles que nomearam o segundo maior motivo para a vulnerabilidade à fraude: o aumento da terceirização (16%).

Tommy Helsby, presidente da Kroll, comentou: "A atenção da mídia está mais focada nas ameaças externas contra as empresas, com destaque para os ataques cibernéticos, mas a evidência mostrada em nosso relatório e em nosso dia-a-dia conta uma história diferente. Os entrevistados indicam que a maior e única causa de fraude em suas empresas são seus próprios funcionários. Para as empresas, não basta apenas se protegerem contra ameaças externas, pois as vulnerabilidades internas também precisam ser consideradas."

De modo geral, 69% das empresas sofreram uma perda financeira como resultado de fraude, acima dos 64% do levantamento anterior. O roubo de ativos físicos foi o tipo de fraude mais comum (22%), seguido por fraudes ligadas a vendedores, fornecedores ou ao processo de compras (17%) e roubo de informações (15%).

 

Porcentual das Empresas Afetadas por Diferentes Tipos de Fraude
Tipo de Fraude Empresas afetadas nos últimos 12 meses Empresas que se veem como alta ou ligeiramente vulneráveis às fraudes
Roubo de ativos físicos 22% 62%
Fraudes relacionadas a vendas, fornecimento ou compras 17% 49%
Roubo de informação 15% 51%
Gestão de conflito de interesses

12%

36%
Infração regulatória ou de compliance

12%

40%
Corrupção e suborn 11% 40%
Fraude financeira e interna

9%

43%
Desapropriação de fundos da empresa 7% 40%
Lavagem de dinheiro

4%

34%
Roubo de IP 4% 37%
Conluio de mercado 2% 26%

Aumento da vulnerabilidade à fraude

Quatro a cada cinco pesquisados (80%) acreditam que suas empresas tornaram-se mais vulneráveis às fraudes no ano passado. Os executivos manifestaram uma preocupação particular em torno de áreas específicas, como os riscos cibernéticos, com mais da metade deles (51%) acreditando que são alta ou ligeiramente vulneráveis a roubo de informações. Este aumento do nível de conscientização levou a um crescimento do número de empresas que, proativamente, estão buscando atender aos requisitos necessários para a segurança de suas informações, com dois terços (67%) relatando que fazem regularmente uma avaliação dos dados e da infraestrutura de TI. A maioria dos entrevistados relata que tem um plano de resposta atualizado para os incidentes de segurança (60%) e realizou testes nos últimos seis meses (59%).

A globalização dos negócios aumenta o risco de fraude

Em um mercado global, onde muitas empresas internacionais têm milhares de outras empresas em sua cadeia de abastecimento, os riscos se tornam mais difíceis de identificar e de manter sob controle. Os executivos dizem que suas empresas estão particularmente sob risco de ameaças, como as fraudes ligadas aos vendedores, fornecedores ou compras, e metade dos entrevistados (49%) se sente alta ou ligeiramente vulnerável a este tipo de incidente.

Cerca de 40% dos entrevistados se consideraram alta ou ligeiramente vulneráveis à corrupção e ao suborno, sendo estes outros tipos de fraude com propensão a crescer, conforme as empresas vão se expandindo geograficamente para novos territórios.

De fato, no ano passado, 72% das empresas foram dissuadidas a operar em um país ou região em particular por causa da maior exposição que isso traria à fraude. A América Latina (citada por 27% de todos os entrevistados) foi a região que teve a maior parte das empresas desistentes, mas outra região perene de preocupação, a África, não ficou muito atrás (22%).

Informantes: defesa-chave contra a fraude

No ano passado, um informante foi ao menos parcialmente responsável por expor 41% dos casos de fraude que foram descobertos. Isso está bem à frente das duas fontes mais próximas e frequentes que levam à descoberta: as auditorias externas (31%) e internas (25%).

Os resultados mostram que os esforços antifraude podem ter um impacto sobre a ameaça que vem de dentro. Das empresas atingidas por fraude, nos casos em que o autor era conhecido, apenas 20% daqueles com controle de gestão em vigor sofreram nas mãos de um gerente sênior ou pleno, em comparação com 31% das empresas sem esse tipo de controle.

Em um ambiente onde os funcionários são a fonte do problema, outros, que observam ou se tornam conscientes do que os fraudadores estão fazendo, são a defesa mais forte da empresa.

Tommy Helsby observa: "O que nosso relatório e nossa experiência diária nos dizem é que, apesar de as empresas fazerem grandes e sofisticados esforços para combater a fraude, ela continua a ser uma séria ameaça que não pode ser completamente eliminada. Além disso, os impactos adversos de tais incidentes não podem ser subestimados. A fraude não está indo embora e continua em ascensão, mas a empresa bem preparada pode fazer muita coisa para estar um passo à frente e posicionada para eliminá-la ou mitigá-la."

A edição 2015-2016 do Global Fraud Report, da Kroll, inclui uma análise completa e detalhada da indústria, em uma variedade de categorias de fraude e regiões. Para obter uma cópia, acesse o site www.kroll.com/global-fraud-report.

 

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Nota aos editores
A Kroll pediu à Economist Intelligence Unit para fazer uma pesquisa mundial sobre a fraude e seus efeitos nos negócios. Os resultados foram coletados entre janeiro e março de 2015. Um total de 768 executivos de nível sênior participou da pesquisa, de diversas indústrias, incluindo Serviços Financeiros, Serviços Profissionais, Varejo e Atacado, Tecnologia, Mídia e Telecomunicações, Saúde e Farmacêuticos, Viagens, Lazer e Transportes, Bens de Consumo, Construção, Engenharia e Infraestrutura, Recursos Naturais e Manufatura.
Os entrevistados foram de nível sênior, sendo 50% C-Level. Mais da metade (51%) dos participantes representam empresas com faturamento anual de mais de US$ 500 milhões.
Os entrevistados este ano incluem 29% da Europa, 25% da América do Norte, 24% da região Ásia-Pacífico, 10% da América Latina e 12% do Oriente Médio/África.
Por favor, clique em www.kroll.com/global-fraud-report para ter acesso os resultados e gráficos, com um olhar detalhado sobre as indústrias, regiões e tipos de fraude cobertas pelo relatório.

Sobre a Kroll
A Kroll, líder mundial em soluções de risco, está no mercado há mais de 40 anos ajudando seus clientes a reduzirem riscos e tomarem decisões sobre pessoas, assets, operações e segurança por meio de uma ampla gama de investigações, due diligence e compliance, segurança cibernética e serviços de gerenciamento de dados e informações. Sediada em Nova York, com mais de 53 escritórios em 28 países, a Kroll tem um time multidisciplinar de mais de 2.000 funcionários e atende uma clientela global de escritórios de advocacia, instituições financeiras, empresas, instituições sem fins lucrativos, agências governamentais e indivíduos. 

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